domingo, 12 de fevereiro de 2012

O DSM-V vem aí!!!

Nas últimas semanas, o assunto nos principais centros de autismo tem sido as alterações que acontecerão nos critérios de diagnóstico das Desordens do Espectro do Autismo no DSM-V ( Manual de Diagnóstico e Estatísca das Desordens/Transtornos Mentais -versão 5).

As alterações propostas não foram formalizadas e a conclusão do processo está esperada para Dezembro de 2012.

O que significa na prática ,estas alterações, para famílias e para os indivíduos com Autismo? Essa é certamente a principal questão que vem sendo muito pesquisada e que é o foco deste trabalho.

Algumas mudanças já estão definidas, tais como a eliminação de rótulos diagnósticos da Síndrome de Asperger, Transtorno Invasivo do Desenvolvimento sem outra Especificação e Transtorno desintegrativo da infância.

Com isso, os pesquisadores julgam estar facilitando as conclusões diagnósticas, evitando as confusões acerca das sobreposição de sintomas e inconsistência nas distinções destes distúrbios. As mudanças previstas , estabelecem uma única categoria diagnóstica, que será o Transtorno do Espectro Autista (TEA), para representar especificações clínicas de cada indivíduo e as características associadas.

O objetivo de forma geral é precisão diagnóstica , de forma mais breve possível, para que aconteça o tratamento mais adequado e devidamente especializado.

Contudo existem várias preocupações, principalmente com relação ao diagnóstico de Síndrome de Asperger.

Mas é esperar para ver!! Imagino a grandiosidade do trabalho, considerando a amplitude dos sinais e sintomas do autismo. Ainda mais com as Associações de todo o mundo, monitorando de perto cada mudança, num esforço para assegurar que os indivíduos com autismo possam definitivamente se beneficiar.

Vamos também acompanhar e por favor qualquer novidade que saibam, partilhem aqui conosco!!

2 comentários:

  1. E que venham logo essas mudanças, já estou ansiosa! hehe

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  2. Tenho medo dessas mudanças. Receio que se torne ainda mais complicado para aspies/autistas de alto desempenho terem um diagnóstico preciso, e acabarem sendo tachados de "mal educados", "esquizofrênicos" ou algo do tipo. Infelizmente a falta de conhecimento (pelo menos no Brasil) já é grande, e uma nova denominação — e forma de diagnóstico — tende a piorar as coisas no nosso caso. Já fui diagnosticado como "depressivo" e "fóbico social", para vocês terem uma ideia (cada qual por psiquiatras diferentes; um deles sequer sabia o que é "Síndrome de Asperger"). Espero que eu esteja errado.

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